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Escola Adolpho Sebastiany : ações e projetos em atividade


A Escola Municipal de Educação Básica Dr. Adolpho Sebastiany desenvolve vários projetos e várias ações ao longo do ano letivo. Nestas ações desenvolvidas estão incluídas as palestras dentro de um projeto maior chamado Alma de Girassol, que ajudam a orientar, proporcionar importantes momentos de reflexão e de aprendizado, trocar experiências, além de fornecer ferramentas significativas nas quais contribuem para o desenvolvimento de competências que alimentam o desenvolvimento dos alunos.

Foto Divulgação

No mês de setembro as ações são desenvolvidas levando em consideração a campanha do Setembro Amarelo que é dedicado à prevenção e conscientização contra o suicídio. Entre as principais causas de suicídio estão relacionadas doenças de depressão, seguida do transtorno bipolar e abuso de substâncias. Preocupados com o fato que muitos alunos apresentam ansiedade e sinais de depressão, a direção da escola busca por medidas que possam solucionar as dificuldades encontradas por esses alunos.
Os índices crescentes de suicídios de jovens nas últimas décadas alertam sobre a importância de falar sobre o assunto nas escolas. Ainda há muito tabu acerca do tema, mas colocá-lo em pauta na sociedade é fator importante para evitar a perda de outras vidas, por isso, a Escola contribui com a campanha mobilizando seus alunos e a sociedade para conscientização sobre o tema, falando sobre como identificar sinais da ideação suicida assim como auxiliá-los a buscar ajuda quando se faz necessária.
A escola procura sempre ouvir os estudantes que passam por dificuldades sentimentais e ajudar a fortalecê-los, combatendo os sintomas que, eventualmente, podem levar as pessoas deprimidas a desistirem da vida. Segundo o Diretor da escola, Cláudio Antônio Westphalen: “Podemos falar sobre qualquer coisa com nossos estudantes. O mais importante é ouvir e compreender a aluno, a partir disto desenvolver competências para poder ajudar”.
Conforme a Direção da Escola, vários estudantes passaram a relatar problemas relacionados à depressão e a buscar junto à escola mais informações sobre como ser ajudado ou para ajudar uma pessoa com propensões suicidas. Acredita-se que, como se trata de uma mudança comportamental, o resultado se dará em longo prazo. No entanto, as turmas do ensino fundamental desenvolvem várias atividades sobre o tema de prevenção à vida, além de terem acesso a vídeos, palestras, discussões e informações sobre o assunto.
No dia 1° de Setembro, a Escola promoveu uma palestra com Sra. Paula Teixeira de Almeida, psicóloga, técnica superior penitenciaria, há 13 anos na Susepe, atuando em Santa Cruz do Sul, responsável pela SASS (Seção de Atendimento ao Servidor da SUSEPE), pós graduada em Transtornos da Infância e Adolescência, no Instituto Lidya Coriat - Buenos Aires, cursando pós graduação em Psicologia do Trabalho pela FAVENI. Pauline Schwarzbold, psicóloga, coordenadora do setor técnico da região penitenciária. Juarez Luis Zuchetto, agente penitenciário, com graduação em Licenciatura em Pedagogia, pós Graduado em Direito Penal e Processual Penal, pós Graduado em Supervisão e Orientação Educacional, pós Graduado em Gestão Prisional. Sérgio de Pelegrim Vieira, Agente Penitenciário Administrativo, há 11 anos trabalhando na Susepe.
Segundo Sérgio Vieira, cada vez que ele recebe algum convite para falar sobre combate as drogas e preservação da vida, sente um misto de vergonha e gratidão, pois fez uso e abuso de substâncias licitas e ilícitas durante 17 anos ininterruptos. “Sou um dos poucos sobreviventes, pois irresponsavelmente quase tirei minha própria vida, magoei muita gente nesse tempo todo e hoje, agradeço a Deus todos os dias pela oportunidade de continuar aqui e corrigir meus erros. Há 8 anos e 6 meses estou limpo. Tenho certeza que a minha missão é viver um dia de cada vez, limpo, sóbrio e no propósito do só por hoje”, afirmou.
Conforme a psicóloga Paula Teixeira de Almeida, as escolas fazem parte da rede de apoio do aluno, um dos locais que talvez consigam expressar seus medos e angústias e ela ainda ressalta que: “uma instituição que se aproxima consegue vincular com o estudante e este sente-se seguro não só para estudar, mas também trabalhar questões que em seus lares não teria disponibilidade”, afirmou.
Contudo, na instituição de ensino também são realizadas reuniões pedagógicas com os professores para sensibilizá-los sobre a questão emocional dos alunos. As reuniões têm o objetivo de propiciar que professores e supervisoras possam discutir e acompanhar o andamento dos processos de ensino-aprendizagem, além de fazer com que se entenda que a emoção está fora do nosso controle cognitivo. A ideia da conversa com os professores é que eles entendam o processo de como as nossas emoções funcionam. Estas conversas têm apoio e orientação da Secretaria Municipal de educação que visitou as escolas com as psicólogas do município para auxiliar professores e direção.